Gavan Infinity foi um bom início para o Project RED? - DT Review
Gavan Infinity, a primeira série da nova franquia da Toei, Project RED, se encerrou recentemente, e a Tokunet acabou ficando dividida. Pelo que vi em páginas, grupos, postagens e perfis nas redes sociais, há aqueles que gostaram, outros não gostaram tanto, há quem achou tudo muito corrido ou confuso e ainda aqueles que nem assistiram, mas toda semana ficavam metendo o pau na série (como sempre).
Mas afinal, Gavan Infinity foi uma série boa, mediana ou ruim?
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| Gavan Infinity vs Emons |
Primeiramente, Gavan Infinity não é uma série Metal Hero. Mesmo com a referência estética, o nome dos personagens e alguns fã services ao longo dos episódios, ainda que bem legais. Apenas pegaram um nome, um conceito e fizeram uma releitura. Acaba sendo uma homenagem mais implícita, mas nada mais que isso.
Segundo, e aqui entra um bom tanto de especulação minha, a decisão de interromper Super Sentai e iniciar uma nova franquia não foi para buscar inovação, e nem isso foi prometido, até onde sei. Muito provavelmente foi por questões de direitos e distribuição global.
A Toei já havia iniciado a distribuição global de Kamen Rider e queria fazer o mesmo com outras séries. Só que temos as questões dos direitos de Super Sentai e de vários Metal Heroes, que hoje estão com a Hasbro, ou então em algum limbo jurídico. Então, acharam melhor começar do zero uma nova franquia.
E quanto à crítica de que a série não apresentou todos os conceitos desse novo universo, duas coisas resumem bem isso: estamos falando apenas da primeira série do Project RED e ela teve uma quantidade de episódios bem menor do que o padrão da Toei. Então, é compreensível que ela não tenha trazido todas as explicações para esse novo universo criado.
Bom, elefante branco tirado da sala e pano passado, vamos para a minha avaliação.

Gavan Bushido
Personagens:
Gavan Infinity até que trouxe bons personagens. Tanto os Gavans quanto os núcleos de apoio, funcionam bem e são bastante carismáticos. Poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, mas ainda assim funcionam.
Dois personagens que se destacaram para mim foram Reiji e Setsuna. Reiji, por ser o protagonista, acabou recebendo um pouco mais de desenvolvimento que os demais. Mas, no geral, tudo ficou um pouco raso.
Um ponto forte que observei foram as relações entre os personagens. Mesmo sem tanto desenvolvimento, elas parecem bem estruturadas. A amizade entre Reiji, Daisuke e AGI; a relação entre Setsuna e Fullmetal Amou; a amizade (ou algo mais) entre Kiki e Koto. Para mim, todas são críveis e passam a sensação de serem relações verdadeiras. Nesse aspecto, o roteiro acertou.
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| Gavan Luminous |
O robô, inclusive, é até bonito. Quando aparece com efeitos práticos dá para comprar a ideia. Mas, quando entra o CGI nas lutas, acaba deixando um pouco a desejar.
Já sobre os monstros, aqui concordo com a maioria: existir praticamente apenas um tipo de Emons acabou deixando tudo repetitivo. Ainda que, o visual é bacana, lembra bastante alguns monstros da Era Showa ou do início dos Metal Hero.
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| Gavan Raya |
Considero que tivemos algo em torno de três a cinco episódios realmente muito bons, como o episódio que o Setsuna enfrenta o outro "Replicate". Mas, mesmo nos episódios mais fracos, sempre existiam bons momentos, seja de humor, ação ou tensão.
Na verdade, tivemos apenas dois momentos de tensão realmente marcantes: a primeira luta entre Reiji e Death Gavan e o momento em que Koto assume o manto de Luminous. O problema é que, logo em seguida, tudo voltava a ficar alegre e colorido quase imediatamente.

Death Gavan
O "polêmico" final:
Com relação ao final, sim, deixou um pouquinho a desejar. Novamente foi mais um episódio que me pareceu corrido demais. Havia até a questão de Gavan Infinity e Death Gavan lutarem através das dimensões, o que abriria possibilidades pra algo "grande", mas no fim foram as 3 dimensões principais, uma de anime e o Espaço Makuu.
Outra coisa que achei manjada foi que o Reiji estava lá, em fúria por ter visto a forma como o Mikage matou o Gatou, daí uma "ligação" do Daisuke e pronto, se acalmou.
E, ao concluir o episódio, a série deixou mais pontas soltas do que conclusões. Ganchos para alguns plots continuarem e o destino do Reiji como mistério (que já foi revelado com a divulgação de Omegahorn).
Mas, até o momento, a informação é de que a história continuará em Omegahorn, com alguns personagens retornando, além de um spin-off paralelo, assim como Gavan Infinity também teve. Então, resta esperar que algumas pontas soltas sejam amarradas.
Para mim, a série funcionou, apesar de todos os pontos negativos que citei. Mas funcionou com ressalvas.
Ela me pareceu algo experimental, até meio precário em alguns aspectos de desenvolvimento. Mas isso acaba sendo coerente para uma primeira tentativa de construir algo novo. Não necessariamente diferente, mas novo.
Por outro lado, para uma série produzida pela Toei, um estúdio que já tem uma baita bagagem, ela poderia ter recebido um polimento maior.
Ainda assim, Gavan Infinity é uma série divertida. Dá para aproveitar bastante, desde que você não vá esperando algo extremamente elaborado.
É um ponto de partida. Uma nova jornada se iniciando.
Conforme fui conversando com o pessoal nas redes sociais nesses últimos dias, percebi algo interessante. Muita gente teve um ponto de vista parecido com o meu: a série foi divertida dentro daquilo que ela se propôs a fazer.
Houve, sim, um potencial desperdiçado. Mas dizer que a série é ruim com todas as letras seria, no mínimo, um exagero.
Um pouco da frustração que tivemos ao assisti-la — e sim, eu também me frustrei um pouco — talvez tenha vindo muito mais das nossas expectativas do que da própria série.
Fomos esperando novidades, inovação, homenagens, um multiverso incrivelmente construído...
Mas a verdade é que talvez essa nunca tenha sido a proposta de Gavan Infinity.
Resumindo: eu gostei. Foi divertida, mas poderia ter sido melhor. E respondendo a pergunta do início, creio que sim, Gavan Infinity foi um bom início para o Project RED!
Mas, até o momento, a informação é de que a história continuará em Omegahorn, com alguns personagens retornando, além de um spin-off paralelo, assim como Gavan Infinity também teve. Então, resta esperar que algumas pontas soltas sejam amarradas.
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| Gavan Infinity vs Death Gavan |
A Minha Leitura:
Uma frase que usei muito lá na página do Facebook foi:"A série teve seus altos e baixos... não tão altos e nem tão baixos."E continuo pensando exatamente isso.
Para mim, a série funcionou, apesar de todos os pontos negativos que citei. Mas funcionou com ressalvas.
Ela me pareceu algo experimental, até meio precário em alguns aspectos de desenvolvimento. Mas isso acaba sendo coerente para uma primeira tentativa de construir algo novo. Não necessariamente diferente, mas novo.
Por outro lado, para uma série produzida pela Toei, um estúdio que já tem uma baita bagagem, ela poderia ter recebido um polimento maior.
Ainda assim, Gavan Infinity é uma série divertida. Dá para aproveitar bastante, desde que você não vá esperando algo extremamente elaborado.
É um ponto de partida. Uma nova jornada se iniciando.
Conforme fui conversando com o pessoal nas redes sociais nesses últimos dias, percebi algo interessante. Muita gente teve um ponto de vista parecido com o meu: a série foi divertida dentro daquilo que ela se propôs a fazer.
Houve, sim, um potencial desperdiçado. Mas dizer que a série é ruim com todas as letras seria, no mínimo, um exagero.
Um pouco da frustração que tivemos ao assisti-la — e sim, eu também me frustrei um pouco — talvez tenha vindo muito mais das nossas expectativas do que da própria série.
Fomos esperando novidades, inovação, homenagens, um multiverso incrivelmente construído...
Mas a verdade é que talvez essa nunca tenha sido a proposta de Gavan Infinity.
Resumindo: eu gostei. Foi divertida, mas poderia ter sido melhor. E respondendo a pergunta do início, creio que sim, Gavan Infinity foi um bom início para o Project RED!
Se você ainda não assistiu, recomendo que dê uma chance, tire suas próprias conclusões e depois volte aqui para conversarmos.
E, se você já assistiu, comenta aí: gostou da série? Concorda com os pontos que levantei?
Eu realmente gostaria de saber a opinião de vocês.






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